quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Caindo . . .

Quando passamos a perceber o quanto somos substituíveis, mais queremos demonstrar nossa inutilidade. A sinceridade entra em nossos corações como um cravo, rasgando e dilacerando cada fibra de nossa musculatura.
Olhamos para nossos feitos e não encontramos quem somos, como chegamos ao ponto de ficarmos desfigurados no espelho?
Coloque suas suplicas nas margens desse rio corrente e cristalino, perceba que são meras ondas que refletem a luz externa e nunca você mesmo.
A verdade já não compõe nossa história e nossas necessidades.
Encontre a verdade olhando para o céu azul.
Refletirá tudo que menos almeja e mais necessita para respirar.
Quanto mais longe quer ficar da desgraça e vergonha, mais atraente ficará nossas fraquezas.
A fina corda que nos amarra a realidade é rompida por um grito de horror.
O medo de sempre estar na escuridão quebra o silêncio, não transpassa para o brilho do céu.
Coloque a vontade de ser verdadeiro com a necessidade de estar na Verdade.
Nunca se sentirá sozinho ou abandonado, mas também sempre estará na vergonha e desGraça do humanamente possível.
Estendemos a mão para não irmos tão fundo na humilhação de sermos humanos e errantes.
Quem estará pronto a assumir o perigo e risco de nos juntar do abismo?
Como seremos gratos ao que evitamos?
Assuma a escuridão do coração dilacerado e renove a vivência da Verdade no azul acima de sua cabeça.
Será que podemos?
Será que MERECEMOS?

Nenhum comentário:

Postar um comentário